Memórias
Eu relutei muito em contar esta história. Não porque ela tenha importância em demasia ou muito menos ainda por ter vergonha. É a lembrança mais doce que tenho dos dias que se passaram. A dor maior é saber que não virão mais. Por muito, busquei reviver os melhores dias da minha vida. Assim, pela fragilidade dos meus sentimentos em relação a tal fato, utilizarei nomes fictícios, dessa maneira, preservarei a integridade dos personagens. Digo personagens, pois o que vivi só pode ser acrescentado no Hall dos grandes seres romancistas. Há muito tempo, talvez o tempo não recorde de ambos, experimentei a primeira dor de um homem; homem esse, que em um corpo de um adolescente de 16 anos, sentia entre as entranhas, o lado coroa do amor: a perda. Éramos jovens. O mundo era pequeno para tamanhos sonhos. Riquezas de espírito, filhos e tantas outras idéias que só os sonhadores e homens de caráter poderiam supor. Pensávamos em viajar, conhecer a vida após os muros, como quem desbrava a própria essênc...